Artista morreu aos 83 anos, em sua casa no Rio de Janeiro; colegas de profissão, como José Mayer e Humberto Martins, prestaram homenagens nas redes sociais
A morte do ator Gracindo Jr., aos 83 anos, deixou consternados amigos, familiares e diversos nomes importantes da televisão brasileira. O artista morreu de causas naturais, em sua residência, no Rio de Janeiro, deixando uma trajetória marcada por trabalhos de destaque na televisão, no cinema e no teatro.
Entre as manifestações de carinho está a de Humberto Martins. O ator comentou uma publicação feita por José Mayer, que também utilizou as redes sociais para se despedir do colega e amigo.
Na mensagem, Humberto Martins destacou a dimensão da perda e revelou que conhecia Gracindo Jr. desde a infância. Segundo o ator, o primeiro contato entre os dois aconteceu quando ele tinha apenas 7 anos de idade.
“Realmente uma perda enorme pra todos nós. Eu o conheci tinha 7 anos de idade. Ele estudava psicologia com minha irmã na Gama Filho. Um gentleman”, escreveu Humberto.
A lembrança demonstra que a relação entre os dois artistas começou muito antes de Humberto Martins também construir uma carreira de destaque na televisão. Ao recordar o colega, ele fez questão de ressaltar não apenas sua trajetória profissional, mas também sua personalidade.
A expressão “gentleman”, utilizada por Humberto, resume a imagem que Gracindo Jr. deixou entre pessoas que conviveram com ele. O ator era reconhecido por sua dedicação à profissão e por uma postura descrita por colegas como elegante e respeitosa.
Uma carreira marcada por grandes novelas
Filho do também consagrado ator Gracindo Filho, Gracindo Jr. construiu ao longo de décadas uma trajetória própria na dramaturgia brasileira. Seu nome ficou associado a diferentes produções que marcaram gerações de telespectadores.
Entre os trabalhos de sua carreira estão novelas como “Rosinha do Sobrado”, de 1965, “A Moreninha”, também de 1965, e “O Bem-Amado”, de 1973.
O ator também participou de produções como “O Salvador da Pátria”, em 1989, “Rainha da Sucata”, em 1990, “Explode Coração”, em 1995, e “Celebridade”, exibida em 2003.
Além da televisão, Gracindo Jr. também teve participação no cinema e no teatro, consolidando uma carreira que atravessou diferentes fases da dramaturgia brasileira.
José Mayer também se despediu do amigo
A homenagem de Humberto Martins aconteceu depois de José Mayer publicar uma mensagem emocionada sobre a morte de Gracindo Jr. Os dois trabalharam juntos em diferentes momentos da carreira e mantiveram uma relação que ultrapassou os bastidores das produções.
José Mayer recordou dois trabalhos realizados ao lado do colega: a série “Bandidos da Falange”, de 1983, e o filme “Bufo & Spallanzani”, de 2001.
Entretanto, foi uma coincidência ocorrida anos depois que tornou a relação entre os dois ainda mais especial.
Em sua homenagem, José Mayer contou que jamais imaginaria que, em 2020, os dois se tornariam avôs do mesmo menino, Antônio.
“Trabalhei com Gracindo Jr. em Bandidos da Falange (1983) e no filme Bufo & Spalanzani (2001). Não poderia imaginar que nos tornaríamos, em 2020, avôs do nosso querido neto Antônio”, escreveu o ator.
Na sequência, Mayer destacou as características pessoais do amigo e seu compromisso com a família e com a arte.
“Deixará em todos nós a lembrança de um homem gentil e de um artista inteiramente dedicado à família e à sua arte”, completou.
As homenagens de Humberto Martins e José Mayer mostram o impacto que Gracindo Jr. teve não apenas como profissional, mas também nas relações pessoais construídas ao longo de sua vida.
Com uma carreira que atravessou décadas e passou por algumas das produções mais conhecidas da dramaturgia nacional, Gracindo Jr. deixa um legado que permanece registrado na história da televisão brasileira. Para colegas que conviveram com ele, porém, a lembrança vai muito além dos personagens interpretados: permanece a memória de um homem descrito como gentil, dedicado à família e apaixonado pela arte.
Confira:




