Durante a entrevista antes do debate, Caiado afirmou que a ausência de Lula e Flávio Bolsonaro poderia fazer com que parte do eleitorado se sentisse desrespeitada. O candidato também aproveitou o momento para questionar o que chamou de falta de disposição dos dois concorrentes para explicar questões que vêm sendo discutidas durante a campanha. A crítica ganhou força porque Lula e Flávio aparecem entre os nomes mais competitivos da corrida presidencial, segundo pesquisas divulgadas recentemente. Ao não comparecerem ao primeiro confronto promovido pela Band, os dois deixaram os adversários com mais espaço para apresentar suas propostas e, principalmente, para fazer críticas sem a necessidade de uma resposta imediata no mesmo estúdio. A situação acabou transformando a ausência em um dos principais assuntos do próprio debate, mesmo com os dois candidatos fora do palco.
A ausência dos dois candidatos não foi um episódio isolado. Romeu Zema (Novo) também decidiu não comparecer ao debate, deixando apenas Ronaldo Caiado, Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) no confronto televisionado. A decisão de Zema foi relacionada ao fato de Lula não participar do encontro, segundo informações divulgadas pela campanha. Com isso, o debate acabou reunindo apenas três candidatos, cenário considerado incomum para um primeiro confronto de uma eleição presidencial. A situação abriu espaço para que os participantes explorassem a ausência dos nomes mais conhecidos da disputa e apresentassem argumentos para defender a realização de debates com a presença dos candidatos que lideram as pesquisas. Caiado chegou a defender mudanças nas regras para tornar a participação dos presidenciáveis obrigatória em determinadas situações.
O primeiro debate presidencial de 2026, portanto, começou antes mesmo das perguntas e respostas no estúdio. As ausências de Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema modificaram completamente o formato esperado do encontro e deram aos candidatos presentes uma oportunidade para ocupar o espaço deixado pelos principais nomes da disputa. Caiado escolheu transformar esse cenário em argumento político, usando expressões fortes para cobrar a presença dos adversários e questionar as justificativas apresentadas para a ausência. Flávio, por sua vez, publicou um vídeo nas redes sociais durante o debate para explicar que pretende enfrentar diretamente Lula, enquanto o presidente participou de uma entrevista transmitida por outra emissora no mesmo horário. O episódio deixa uma questão em aberto para os próximos confrontos: os líderes da corrida presidencial estarão frente a frente quando novas oportunidades de debate surgirem? A resposta poderá influenciar a dinâmica da campanha e definir quais candidatos conseguirão transformar os próximos encontros em momentos decisivos para conquistar a atenção do eleitor.




