Donald Trump, quando jovem, já estava cercado pelo mundo dos negócios. Nascido em 14 de junho de 1946, no bairro do Queens, em Nova York, ele cresceu em uma família ligada ao mercado imobiliário. Seu pai, Fred Trump, havia construído uma grande empresa voltada principalmente para imóveis residenciais, e foi nesse ambiente que Donald começou a conhecer, ainda cedo, o universo dos empreendimentos imobiliários.
Aos poucos, Trump deixou de ser apenas o filho de um empresário de Nova York e passou a construir a própria imagem. Ele assumiu um papel cada vez maior nos negócios da família e expandiu sua atuação para grandes empreendimentos, hotéis, campos de golfe e outras áreas. Com o passar dos anos, seu sobrenome se transformou em uma marca conhecida mundialmente, muito antes de ele pensar em disputar uma eleição presidencial.
A vida pessoal de Trump também sempre despertou enorme curiosidade. Ele foi casado três vezes e é pai de cinco filhos: Donald Trump Jr., Ivanka Trump e Eric Trump, do primeiro casamento com Ivana Trump; Tiffany Trump, do casamento com Marla Maples; e Barron Trump, seu filho com Melania Trump. Atualmente, Trump também é avô de 11 netos.
Sua trajetória financeira cresceu junto com sua fama. Durante décadas, Trump acumulou patrimônio principalmente por meio do setor imobiliário, mas seus negócios passaram a envolver também hotéis, resorts, campos de golfe, licenciamento da marca e, mais recentemente, empreendimentos ligados à tecnologia e criptomoedas. A estimativa mais recente da Forbes coloca sua fortuna em aproximadamente US$ 6,5 bilhões, embora o valor de seu patrimônio possa variar bastante conforme o preço dos ativos e das empresas associadas ao seu nome.
Mas foi na televisão que milhões de pessoas que nunca tinham acompanhado o mercado imobiliário de Nova York passaram a conhecer Donald Trump. Como apresentador do reality show The Apprentice, ele ganhou ainda mais popularidade e consolidou a imagem de empresário poderoso, conhecido pelo estilo direto e pela postura autoritária diante dos participantes. Essa exposição ajudou a transformar o empresário em uma celebridade nacional.
Anos depois, Trump decidiu trocar os negócios e a televisão pela política. Em 2016, surpreendeu o cenário americano ao vencer a eleição presidencial contra Hillary Clinton. Em janeiro de 2017, assumiu a Presidência dos Estados Unidos e passou quatro anos no cargo. Depois de deixar a Casa Branca em 2021, voltou a disputar a eleição e conseguiu retornar ao poder, tornando-se novamente uma das figuras políticas mais influentes e controversas do país.
Foi justamente esse homem, que passou décadas construindo uma imagem de personalidade forte, quem chamou a atenção nesta terça-feira (25) ao adotar um tom completamente diferente. Trump utilizou sua rede social para falar sobre uma perda que, segundo ele, representava muito mais do que a partida de uma personalidade conhecida.
Em sua mensagem, o presidente americano demonstrou tristeza e afirmou que milhões de pessoas sentiriam aquela perda. Ele também fez questão de destacar que a pessoa homenageada havia deixado uma marca que ultrapassava sua própria área de atuação e que dificilmente surgiria alguém semelhante.
A declaração não ficou apenas nas palavras. Trump também tomou uma decisão oficial e determinou uma homenagem que chamou a atenção em todo o país: as bandeiras dos Estados Unidos deveriam permanecer a meio-mastro durante uma semana.
Só então veio a revelação que aumentou ainda mais a repercussão da mensagem: a personalidade homenageada era Dolly Parton, uma das maiores estrelas da música americana, que morreu aos 80 anos nesta terça-feira (25).
A notícia da morte de Dolly Parton provocou uma enorme onda de homenagens. Ao longo de uma carreira que atravessou décadas, a cantora conquistou diferentes gerações e se tornou um dos maiores símbolos da música country. Seu trabalho, porém, ultrapassou os limites do gênero e alcançou o cinema, a televisão, os negócios e a filantropia.
Entre seus maiores sucessos estão músicas como “Jolene” e “9 to 5”, além de “I Will Always Love You”, composição que ganhou projeção mundial especialmente após a interpretação de Whitney Houston.
Dolly também construiu uma imagem pública associada ao trabalho social. Um dos projetos mais conhecidos ligados ao seu nome é a Imagination Library, iniciativa voltada ao incentivo à leitura infantil por meio da distribuição de livros.
A confirmação da morte foi feita pela família nesta terça-feira. Bryan Seaver, sobrinho da cantora e responsável por sua segurança, participou do anúncio e explicou que Dolly havia conversado anteriormente com familiares sobre a forma como gostaria que a notícia fosse comunicada quando esse momento chegasse.
Após a confirmação, fãs começaram a compartilhar fotos, vídeos e lembranças da artista nas redes sociais. A repercussão rapidamente alcançou personalidades da música, do entretenimento e da política.
Donald Trump decidiu fazer sua própria homenagem. Além da mensagem publicada nas redes sociais, determinou que as bandeiras americanas fossem hasteadas a meio-mastro por uma semana em memória da cantora.
Em sua despedida, Trump afirmou que Dolly Parton era uma artista sem igual e terminou a mensagem com uma frase que resumiu o tom de sua homenagem: “Descanse em paz, Dolly! O mundo ama você”.
A decisão do presidente mostra o tamanho da repercussão provocada pela morte da cantora. Dolly Parton não foi apenas uma artista de sucesso: tornou-se uma personalidade que atravessou gerações e conquistou um espaço singular na cultura americana.
E, depois de uma vida marcada por música, cinema, negócios, filantropia e reconhecimento internacional, sua despedida acabou recebendo uma das homenagens mais simbólicas possíveis: a bandeira dos Estados Unidos a meio-mastro em sua memória.




