M0rte de Priscila é confirmada aos 33 anos pela Globo

Foi confirmada na manhã desta sexta-feira, 28 de agosto, a morte de Priscila Álvares Pereira dos Santos, aos 33 anos. A mineira morreu após se afogar enquanto tentava salvar uma criança de 9 anos que estava em perigo nas águas de um rio nos Estados Unidos.

Segundo informações apuradas pela TV Globo, o acidente aconteceu na segunda-feira (24), no Rio Delaware, na cidade de Delaware, no estado de Nova Jersey. Priscila teria entrado na água para ajudar a criança, que conseguiu sobreviver. A brasileira, porém, acabou desaparecendo no rio.

O corpo da mineira foi localizado aproximadamente 24 horas depois, justamente no dia em que ela completaria 34 anos.

Priscila vivia nos Estados Unidos com marido e filhos

Natural de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Priscila havia se mudado para os Estados Unidos aproximadamente quatro anos atrás. Ela deixou Minas Gerais acompanhada do marido, Alex Candido do Nascimento, e dos dois filhos do casal, atualmente com 9 e 3 anos.

Nos Estados Unidos, Priscila trabalhava realizando serviços de faxina. O marido dela atua atualmente com entregas postais.

A família mantinha uma rotina junto à comunidade brasileira que vive na região e costumava frequentar o Rio Delaware para momentos de lazer.

O irmão de Priscila, Guilherme Henrique da Rocha Álvares, que permanece morando em Betim, contou que o local era conhecido pela comunidade e que a irmã havia estado ali diversas vezes.

Segundo ele, no dia da tragédia, Priscila trabalhou durante a manhã e voltou para casa à tarde. Depois, decidiu sair com os filhos para o mesmo local que costumava frequentar com a família.

“A minha irmã, no dia 24, ela trabalhou pela manhã e, na parte da tarde, chegou em casa e decidiu sair com os filhos para esse local. Era um local que eles sempre tinham costume de ir”, relatou Guilherme.

Rio também tinha significado religioso para a família

Além de ser um ponto frequentado pela comunidade brasileira para momentos de lazer, o local também tinha um significado especial para Priscila por causa de sua fé.

De acordo com o irmão, a mineira passou a frequentar uma igreja e, aproximadamente dois meses antes da tragédia, havia sido batizada justamente naquele mesmo local.

“Esse rio era utilizado também por toda a comunidade. Inclusive, a minha irmã acabou se tornando uma pessoa frequente numa igreja e há 2 meses ela tinha sido batizada justamente nesse mesmo local”, contou Guilherme.

A lembrança torna a perda ainda mais dolorosa para os familiares, que agora enfrentam o desafio de trazer o corpo de Priscila de volta ao Brasil.

Comunidade brasileira organiza ajuda para família

Após a confirmação da morte, familiares entraram em contato com o consulado brasileiro em Nova York em busca de orientações sobre os procedimentos necessários.

Segundo a família, o consulado informou que poderia auxiliar em questões relacionadas à emissão da certidão de óbito e ao processo de repatriação, mas não teria condições de custear o traslado do corpo.

Diante dos altos custos envolvidos, a comunidade brasileira na região se mobilizou para ajudar.

Uma vaquinha foi criada para arrecadar recursos destinados às despesas com o traslado do corpo de Priscila, funeral e viagem de familiares. Parte da arrecadação também será destinada a dar suporte ao filho mais novo da vítima.

A criança tem 3 anos e é autista não verbal, o que aumenta a preocupação da família com o futuro e com a estrutura necessária para garantir os cuidados de que ele precisa após a perda da mãe.

Tragédia deixa dois filhos

A morte de Priscila deixa dois filhos, de 9 e 3 anos. Segundo os familiares, a prioridade agora é conseguir realizar o traslado do corpo para o Brasil e oferecer suporte às crianças durante o período de luto.

A história também causou comoção entre brasileiros que vivem nos Estados Unidos, especialmente na comunidade que frequentava o Rio Delaware e conhecia Priscila.

A mineira, que havia deixado Betim em busca de novas oportunidades ao lado da família, morreu justamente ao tentar ajudar uma criança. A criança que estava em perigo conseguiu sobreviver.

O caso agora mobiliza familiares e amigos, que buscam recursos para levar Priscila de volta ao Brasil e realizar o funeral. Enquanto isso, parentes tentam lidar com a dor de uma perda repentina e com a responsabilidade de cuidar dos dois filhos deixados pela mineira.

Para a família, além da saudade, permanece a lembrança de Priscila como uma mulher que, no momento de maior perigo, tentou ajudar outra pessoa.

Morre Priscila
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