Menina teria contado à mãe sobre o abuso após voltar da casa do avô com dores e dificuldade para caminhar; suspeito foi preso em flagrante em Cuiabá
Um pastor de 60 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Mato Grosso, suspeito de estuprar a própria neta, uma menina de apenas 8 anos, antes de levá-la para um culto religioso. O caso aconteceu em Cuiabá e foi descoberto depois que a criança retornou para casa apresentando dores e dificuldade para caminhar.
A prisão ocorreu na segunda-feira (31/8), durante uma ação do Plantão de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica Sexual de Cuiabá. O homem foi localizado e conduzido à delegacia após a denúncia feita pela mãe da menina.
Segundo a Polícia Civil, a criança havia sido deixada na casa do avô no domingo (30/8). A intenção da mãe era que a filha acompanhasse o pastor até a igreja.
Quando voltou para casa, porém, o comportamento da menina e as dores que ela apresentava chamaram a atenção da mãe. Ao perguntar o que havia acontecido, a criança teria começado a chorar e revelado que havia sofrido violência sexual.
O relato da menina teria deixado a mãe em alerta. Conforme as informações repassadas pela Polícia Civil, após a suposta violência, o avô teria mandado a neta tomar banho antes de os dois seguirem para o culto.
Ainda segundo o relato apresentado às autoridades, o suspeito e a criança teriam permanecido na igreja como se nada tivesse acontecido.
Suspeito foi preso em flagrante
Após receber a denúncia, a Polícia Civil iniciou as diligências para apurar o caso. O homem acabou preso em flagrante e levado para a unidade policial.
Ele foi autuado por estupro de vulnerável, crime previsto na legislação brasileira quando a vítima é menor de 14 anos, independentemente de eventual consentimento.
Depois de ser ouvido pelas autoridades, o suspeito foi encaminhado para audiência de custódia e permaneceu à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou ainda que solicitou ao Judiciário a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. Também foram requeridas medidas de proteção para a menina, com base na Lei Henry Borel, que estabelece mecanismos de prevenção e proteção contra a violência praticada contra crianças e adolescentes.
Investigação continua
O caso permanece sob investigação das autoridades de Mato Grosso. A criança deverá receber acompanhamento e proteção durante o andamento do processo.
A identidade da vítima não foi divulgada para preservar sua privacidade, conforme determina a legislação brasileira. O suspeito, por sua vez, é considerado investigado e não condenado, até que haja uma decisão definitiva da Justiça.




